

Que joguinho aconchegante! Tem aquela vibezinha lofi, sempre chuvoso e com cheirinho de café. O jogo se passa em Seattle, numa realidade onde existem diferentes raças de seres místicos que convivem entre si. No meio disso tudo você é um dono de uma cafeteria que só funciona de noite e serve os mais variados clientes. Você ouve suas histórias e conhece um pouco mais cada um deles. O grande ponto forte da narrativa está justamente nos diálogos que são muito divertidos e, em sua maior parte, bem orgânicos. Coffe Talk traz questões sociais, culturais e ideológicas as quais conhecemos bem, porém num contexto mais sobrenatural. Entre ler e pular diálogos, a função do jogador também é fazer bebidas variadas que tem impacto no desenvolvimento de cada um dos personagens. A graça aqui está em tentar achar o drink correto baseado nas dicas que o jogo te dá. Se eu fosse falar de algum ponto fraco, eu diria que as expressões dos personagens não tem tantas variações quanto eu acho que o jogo precisa. Isso é compreensível dado o escopo do jogo. Outra coisa é que talvez ele não dialogue com qualquer público. É aquele típico jogo de jovem indie alternativo, bem na vibe Life is Strange e suas sequências. Não me entenda mal, eu adoro LiS, mas hoje em dia certas coisas não batem tão bem quanto na época que joguei e Coffe Talk segue essa mesma ideia. Por exemplo, alguns diálogos de uma determinada personagem ficaram meio "Bobos" (por falta de uma palavra melhor) justamente por ela ser um pouco do estereótipo da garota diferentona que joga, lê e ouve obras obscuras, além de não curtir o mainstream. São poucos diálogos em que isso acontece com ela ou com outro personagem, mas eu senti essa vibe em alguns momentos do jogo. De qualquer forma foi uma experiência muito boa, só precisei me reajustar para curtir mais a jogatina. Como de costume, se curte platinas tudo é bem casual e fácil. Destaque para a conquista God of Caffeine que te mostra um certo segredo do jogo.