

Mixtape é uma história interativa, não tem grande profundidade nas suas mecânicas mas é um jogo é muito bonito, estiloso e bem escrito. A história conta a última noite de 3 amigos juntos, com uma trilha sonora incrível que conecta momentos de uma forma que poucos jogos narrativos fazem. Tem personagens adolescentes que são chatos por serem adolescentes, mas não chegam a ser irritantes fora do universo do jogo (Isso é pra você Life is Strange) No fim da história comecei a sentir conexão com os personagens, estava entendendo e envolvido com o fato de ser o último dia dos amigos juntos.

Spellbound. Ou enfeitiçada. Foi assim que eu fiquei jogando o Mixtape. Eu sei que gerou muita discussão se isso é um jogo, se é um filme, o que é. Eu considero um jogo. Se não quiser, considere uma experiência. E que experiência, viu? Talvez por que eu me identifique MUITO com algumas coisas do jogo, mas de todos os jogos de nostalgia adolescente, esse foi o que mais me pegou. É um jogo sobre adolescência, novos sonhos, amizades, se desafiar, etc. Mas é principalmente um jogo sobre música. Não do ponto de vista de um músico, mas do ponto de vista de quem tem trilha sonora pra vida. Esse jogo me lembrou um pouco o Baby Driver e a importância que músicas podem ter no momento certo. E como a música pode te elevar, te abraçar, te dar energia, te acalentar, te fazer sorrir e também aproveitar. Eu definitivamente vou jogar de novo futuramente. Já tô com saudades dos meus amigos nesse jogo.