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Nunca usei LSD mas eu acho que exatamente assim

Humor britânico, puro suco de quinta série da rainha

Spec Ops: The Line começa como um shooter militar comum. Cobertura, tiros, explosões e uma missão aparentemente simples. Conforme a areia vai cobrindo a cidade e as dificuldades vão aparecendo, o jogo revela que nunca esteve interessado em glorificar a guerra e sim expor o vazio e problemas por trás dela. O combate é convencional e isso parece ser proposital pra o jogador entrar em piloto automático, para aos poucos questionar cada decisão que parecia natural e a medida que isso acontece a violência deixa de ser recompensada e passa a causar desconforto. A narrativa é o grande destaque aqui, mostrando o desenvolvimento do personagem principal, a ruína psicológica do grupo e a forma como o jogo coloca o jogador diante das consequencias das suas escolhas fazem a campanha ser uma experiência dificil de esquecer. Ao contrário de jogos como Call of Duty, aqui não tem heróis, tem apenas pessoas tentando justificar o injustificável. Spec Ops: The Line não quer que você se sinta poderoso, quer que você reflita sobre porque se divertiu apertando o gatilho e poucos jogos conseguem fazer isso tão bem.

Seu objetivo é bem simples: chegar no topo da montanha. O jogo é bem relaxante e nesse caminho você conhece alguns personagens, cada um com personalidade própria e com dialogos divertidos. O jogo se passa numa pequena ilha onde você pode voar, nadar e escalar. Explorar a ilha é relaxante e prazeroso, você tem liberdade de ir onde quiser e é recompensado com mais penas (que são a energia) para poder ir mais longe. Não é um jogo com desafios ou narrativas complexas, é um jogo curtinho e relaxante pra um dia cansativo

Em vez de transformar a Guerra em espetáculo, o jogo conta histórias pequenas, onde cada personagem apresenta uma forma diferente de sobreviver. A direção de arte é maravilhosa, feita na UbiArt e a jogabilidade é simples misturando exploração e puzzles enquanto a história é contada. O maior mérito desse jogo é como a história é retratada de forma humanizada, sem transformar a guerra em um evento legal ou mostrar que o personagem é um herói matando inimigos. São apenas pessoas comuns tentando seguir em frente em meio ao horror da guerra e os documentos históricos espalhados pelos cenários reforçam essa proposta e aproximam ainda mais o jogo da realidade.




















